Às vezes, a realidade fica muito chata. Muito chata MESMO. E muito triste, também. Na verdade, pessoas como eu tem dificuldade de acordar de manhã, e vivem em função de ir dormir. É meio deprimente que eu vivo querendo que acabe logo. Acabar o quê? Não sei, o que quer que esteja acontecendo. Eu só quero que acabe. Rápido, se possível.
E daí, essas pessoas-como-eu, acabam achando refúgios, para que seja possível sobreviver. Céus, olha o drama da criança!
Tem gente que se mata de estudar. Tem as pessoas que comem. Tem as que saem e pegam todo mundo que está perto, para tentar preencher o vazio que sentem. Tem aqueles que se drogam. Tem os loucos por esportes, também. E os viciados-em-televisão.
Eu leio.
Acho que, olhando para as alternativas, tenho o hábito mais saudável. Certo, talvez o viciado-em-esportes seja mais saudável que eu. Mas.. deixa isso pra lá.
A verdade é que eu não largo um livro por nada neste mundo. E eu leio sempre que possível.
Nos livros tudo acaba bem, no final. As coisas valem a pena. As pessoas boas são felizes, e as más têm o que merecem.
Nos livros, o mocinho-perfeito se apaixona pela menina normal. A meio maluca, super espontânea, que sempre achou que fosse morrer sozinha. Nos livros é legal ser diferente.
E neles, eu mergulho em uma realidade muito mais atraente. Um mundo muito mais legal. Quando leio, vivo uma história que vale a pena ser vivida. E que é infinitamente mais legal do que a minha.
Por isso que eu leio tanto.
E poucas coisas me fazem parar de ler.
Se alguém fala comigo, ou se eu preciso prestar MUITA atenção em algo, eu paro. Mas faço tudo o que é possível ser feito com um livro.
Até andar
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